FIM.

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Talvez seja o post mais melancólico até aqui, e quem escreve agora não é o diretor do comitê, e sim o Matheus.

Foram três anos lindos e maravilhosos nesse projeto de extensão. Mas pera lá, o MINIONU não é um simples projeto de extensão. Como alguns falam, e aqui cito o coordenador geral do projeto, o MINIONU é a simulação da vida! Por que da própria vida? Porque vivemos 09 meses (no caso da equipe) nos conhecendo, criando laços de amizades intermináveis, vivendo experiências únicas. E nada mais engraçado de que essa simulação da vida ser concretizada nove meses depois, justo o mesmo tempo que uma gestação leva.

Durante três dias, nosso filho (como eu diversas vezes chamei meu comitê) chega a seu ápice! Momentos dignos de memórias para além de fotos em molduras. E isso, em grande medida se deve aos delegados. E me desculpem os diretores dos outros comitês: os meus delegados foram S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-I-S. Eu tenho certeza que sem o preparo que vocês apresentaram, nosso comitê não tinha sido um sucesso. Por isso, lhes sou eternamente grato.

Aos meus assistentes. Não canso de agradecê-los! Não canso de ser grato por terem comprado minha ideia e me ajudado a realizar um sonho. Ser diretor, foi um sonho. Diversas vezes um sonho tortuoso (não dá para chamar de pesadelo) e vocês me ajudaram a passar por isso e termos um ótimo resultado. Também sou muito grato a vocês.

Às minhas voluntárias, meus mais sinceros agradecimentos também. Nos juntamos tem apenas dois meses, mas sou convicto de que sem vocês nada disso seria possível também. Obrigado por tudo!

Só me resta agradecer a todos os outros envolvidos: coordenação, meus amigos Rogger e Ju; meus amigos diretores (que equipe unida!); equipe de diretores assistentes e demais voluntários: vocês deram um show no MINIONU 15 ANOS.

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OEAmor

Acredito que tenha encerrado um ciclo da minha vida participando pelo meu último MINIONU até então. Espero voltar, tenho certeza que voltarei. Até lá, desejo um forte abraço a todos vocês, que todos tenham sucesso em suas caminhadas daqui pra frente e torço, do fundo do meu coração, para que nos encontremos novamente e que possamos ter aprendido que só depende de nós viver num mundo melhor!

Forte abraço,

Matheus Pimentel – 18 de outubro de 2014

AGENDA DE DISCUSSÕES – OEA

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  1. Regulação Americana dos territórios indígenas:

    a.    Solucionar a questão de territórios anteriormente indígenas e agora ocupados por povos não indígenas.

    b.    Determinar como será a fiscalização e quais serão os órgãos competentes em âmbito internacional.

  2. Acabar com fome e miséria:

    a.    Assegurar a produção alimentícia indígena.

    b.    Reconhecer a legitimidade da produção indígena e promover técnicas de melhora de plantio e colheita para os povos.

    c.    Alcançar as populações indígenas que não produzem seus próprios alimentos com políticas públicas inclusivas.

  3. Combate à AIDS, Malária e outras doenças:

    a.    Definir a legitimidade da medicina indígena no combate a essas doenças.

    b.    Pontuar a necessidade de atendimento médico e estabelecer como será realizado.

  4. Educação:

    a.    Estabelecer campanhas de inclusão social dos povos indígenas.

    b.    Determinar como será o ensino básico dos povos indígenas: escolas próprias ou os inserir em escolas não indígenas.

    c.    Desenvolver programas educacionais, culturais e linguisticamente apropriados.

    d.    Debater sobre a continuidade da educação indígena pós ensino básico.

  5. Novos Objetivos de Desenvolvimento:

    a.    Proposição à ONU de novas metas de desenvolvimento que incluam as populações indígenas.

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“Certo dia, um menino de uma escola primária perguntou a professora: “Quem são os indígenas? E por que existem?” A professora ficou surpreendida e respondeu na hora: “Eles são nossos antepassados que vivem no mato esperando para serem civilizados.” O menino quase chorou e exclamou: “Eu não quero ser descendente dos índios, dessa gente incivilizada e selvagem!” Esta anedota verídica mostra uma atitude bastante difundida na sociedade nacional. Muitos preconceitos revolvem na mente daqueles que têm dificuldade de aceitar a realidade do país que é multicultural, onde existem dezenas de culturas originárias, autóctones, existentes antes da formação do Estado. 

Ao falar de culturas indígenas não entendemos somente os conhecimentos, as expressões espirituais, intelectuais, éticas e artísticas, mas também todas as manifestações externas, o estilo de vida, a comunicação linguística e gestual, as estruturas sociais, políticas, econômicas, educativas, e mais amplamente tudo que é elaborado, criado e compartilhado pelas pessoas de um mesmo grupo. 

O tema indígena virou moda e suscita perguntas, dúvidas, opiniões, tomadas de posição a favor ou contra. Chama a atenção que, depois de milhares de anos, ainda existam estes povos considerados por algumas pessoas portadores de culturas e conhecimentos ancestrais, ignorantes, atrasados, incapazes de responder por si mesmos. Diante disso podemos encontrar pelo menos duas posições com uma ampla gama de posturas intermédias entre os dois polos opostos. Uma primeira posição é: rejeição do mundo indígena, crítica severa a seu estilo de vida considerado primitivo, passivo, com atitudes de preguiça e dependência. Esta posição acirra ainda mais quando os indígenas reivindicam parcelas extensas de seu território tradicional. A segunda posição é reconhecer e valorizar as culturas indígenas como culturas diversas com seus padrões de pensamentos e de vida peculiares.

José Zanardini – los pueblos indígenas del paraguay

ABC da simulação

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Senhores delegados, hoje explicaremos sobre os mecanismos e ferramentas utilizadas para a simulação. Não se preocupe se algo continuar confuso pois teremos revisão de regras no primeiro dia de simulação. Mas se desejarem, podem nos procurar antes do MINIONU para esclarecer qualquer dúvida. Para isso, é obrigatória a lida do Guia de Regras.

Comitê – Grupo de discussão formada por delegados, diretor, diretores assistentes e voluntários onde serão debatidos temas específicos da agenda internacional, selecionados anteriormente.

Delegação – Grupo de alunos que representam um mesmo Ator Internacional.

Delegado – Estudante de Ensino Médio que representa um Ator Internacional.

Línguas Oficiais – O português será a língua oficial do MINIONU 15 ANOS. Contudo, o modelo oferece um comitê em espanhol, no qual a língua oficial do comitê será a língua espanhola; um comitê em inglês, no qual a língua oficial será a língua inglesa; um comitê em francês, no qual a língua oficial será a língua francesa.

Documento de posição oficial (DPO) – O DPO é um documento que detalha a posição oficial de cada ator internacional em cada comitê. O MINIONU pede aos seus participantes que preparem seus respectivos DPOs para que sejam entregues no primeiro dia de atividades.

Quórum – número mínimo de delegados credenciados presentes necessário para ser declarada aberta a sessão (um terço dos delegados inscritos para o comitê). Nosso comitê possui dois quóruns: o absoluto e o votante.

Tempo de oração – tempo de fala destinado a cada delegado, estabelecido previamente ao início do debate.

Debate formal – debate que segue a ordem dos países estabelecida pela lista de oradores.

Debate moderado – debate no qual os delegados que queiram se pronunciar devem erguer as placas de seus respectivos países e aguardar a escolha aleatória do diretor para o pronunciamento.

Debate não-moderado – debate que não possui intervenção da mesa diretora. Os delegados podem andar pelo comitê, não havendo hierarquia de fala e tempo de oratória.

Adiamento da sessão – Ato de transferir o debate para a próxima sessão agendada.

Cessão de tempo – Ato proferido por um delegado no qual este cede seu tempo restante de fala para outro delegado ou à mesa diretora. Caso a cessão de tempo seja para o diretor, este se encarregará do reconhecimento do próximo país inscrito na lista de discursos. Caso o tempo seja oferecido a outro delegado, o diretor perguntará se este aceita o tempo. Se este aceitar, o diretor monitorará o tempo restante do discurso (O tempo mínimo para cessão de tempo é de 10 segundos).

Lista de discursos – é a lista de países que estabelece a ordem de pronunciamento dos países presentes durante o debate formal. Durante as discussões dos tópicos, uma lista de discursos estará permanentemente aberta para que os delegados interessados se inscrevam.

Fechamento da lista de discursos – Durante o curso do debate, um delegado pode apresentar uma moção para o fechamento da lista de discursos. Se aprovada, nenhum nome é adicionado à lista e os que já estavam inscritos ainda tem poder de fala até o último delegado da lista se pronunciar. Para ser aprovada, é preciso que a maioria simples (1/2 +1) dos presentes vote a seu favor. Para sua reabertura é necessário que a maioria qualificada (2/3) dos presentes aprove a moção.

Encerramento da lista de discursos – Durante o curso do debate, um delegado pode apresentar uma moção para o encerramento da lista de discursos. Se aprovada, ninguém irá se pronunciar mais, mesmo aqueles que porventura tinham seu nome inscrito na lista. Após a apresentação dessa moção, a mesa deve acolher no máximo dois delegados contrários a isso para que eles se pronunciem. Logo em seguida, passaremos para o processo de votação e para ser aprovada, é preciso de maioria qualificada (2/3) dos presentes.

Maioria qualificada – número referente a dois terços dos representantes do quórum presente no comitê.

Maioria simples – número referente a (1/2 + 1) dos representantes do quórum presente no comitê.

Membros observadores – são países ou membros oficiais de organismos internacionais que possuem direito à voz, mas não direito a voto.

Moção – procedimento que pode ser executado por qualquer delegado durante o tempo destinado pelo moderador ainda na lista de discursos, a fim de propor questões procedimentais ou introduzir documentos.

Documento de trabalho – documento formulado pelos delegados – reportagens, informações – que venha auxiliar o comitê nas discussões de matérias substantivas.

Documento provisório – documento formulado pelos delegados com o intuito de torná-lo proposta de resolução após a apreciação da mesa diretora.

Proposta de resolução – documento fabricado pelos delegados com o intuito de abranger as discussões proferidas no comitê, dando um caráter de solução para estas.

Emenda – proposta a ser adicionada a qualquer Proposta de Resolução em pauta.

Questão de dúvida – questão referente às dúvidas procedimentais, podendo ser levantada por algum delegado ao final de um discurso quando a mesa abrir espaço para questões.

Questão de ordem – questão referente à ordem e ao andamento do comitê, podendo ser levantada por algum delegado ao final de um discurso quando a mesa abrir espaço para questões.

Questão de privilégio pessoal – Durante a discussão de qualquer matéria, um delegado poderá levantar uma questão de privilégio pessoal, que deverá ser imediatamente julgada pelo diretor. Essa é a única questão que poderá interromper um orador, apenas quando o delegado experimentar extremo desconforto pessoal (não estar escutando o discursos de outro delegado, por exemplo). Portanto, pede-se moderação e bom senso no uso dessa questão.

Moção procedimental – define uma alteração protocolar momentânea no debate (Ex. debate moderado ou não moderado). Deve ser proposta através de uma moção. É aprovada por maioria simples.

Moção substantiva – referente à introdução ou votação de documentos em geral ou outras alterações significativas que interfiram no destino geral das ações do comitê. Deve ser proposta através de uma moção e é automaticamente apreciada sem passar por votação.

Votação – é um processo de decisão no qual os votantes expressam a sua opinião por meio de um voto de maneira predeterminada. Este procedimento ocorre tanto para questões procedimentais como substantivas.

Votação por chamada – Após o encerramento do debate sobre qualquer resolução ou emenda, os delegados podem propor uma moção para votação por chamada oral. Esta moção é automaticamente aprovada e só é válida para os procedimentos de votação de resoluções. Os delegados serão chamados por país, em ordem alfabética, e devem votar “a favor”, “contra” ou “abster-se”. São permitidas também as opções “a favor com direitos” e “contra com direitos” (tais opções são utilizadas para justificar uma decisão contrária à política externa). Cada delegado pode “passar” o voto uma única vez, deixando para declará-lo ao fim da chamada.

Votação por divisão da questão – após o encerramento do debate sobre qualquer resolução ou emenda, os delegados podem propor uma moção para votação por divisão da questão. Essa moção requer maioria simples para ser aprovada. Em caso de votação afirmativa, a mesa determina o início de um debate não-moderado de no máximo 2 minutos para que sejam apresentadas propostas de divisão da questão. Essas propostas dividem as cláusulas operativas de uma proposta de resolução para que elas sejam votadas separadamente. Se mais de uma proposta de divisão da questão for enviada à mesa, será votada seguindo a ordem de proposta mais radical (a que tiver mais divisões entre as cláusulas) até que uma seja aprovada. Depois disso, votam-se as cláusulas da maneira que foram divididas e no final, vota-se a resolução como um todo (constando apenas as cláusulas aprovadas).

Ficou com dúvida? Achou confuso? Procure qualquer membro da mesa diretora. Não deixe acumular dúvidas para o dia da revisão de regras.

Bons estudos!

#EquipeOEA

Fonte: UNODC – 13º MINIONU

Questão central para as discussões do comitê

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O post de hoje tem o intuito de mostrar aos delegados qual é a questão central que determina as discussões do nosso comitê. E ela, sem sombra de dúvidas, é a questão territorial.

Nos últimos dez anos, foram constatadas melhorias no estilo de vida indígena, como na saúde, educação, participação política e, também, no reconhecimento territorial. Houve, sem dúvidas, avanços na questão territorial dos índios, mas eles ainda lutam pelo direito a propriedade coletiva do território. Os povos indígenas, por terem um estilo de vida bem característico, necessitam de um espaço que seja só deles para implantarem sua política e para garantirem que sua cultura será preservada. Além disso, o espaço territorial que é garantido aos povos indígenas, é totalmente preservado em quesitos naturais, trazendo total benefício ao meio ambiente e consequentemente aos países da América Latina.

ASASASA

Quando o território é tomado, a perda territorial é uma questão negativa, mas não é a única. A própria identidade de vários povos é profundamente alterada, quando não extinta. Na questão da segurança, por exemplo, desde o momento que têm que lutar por um território, eles sofrem ameaças de morte e a violência contra as comunidades indígenas aumentam em grande escala por causa da demora governamental na demarcação de suas terras.

Com a garantia e direito ao território, os índios são capazes de preservar sua cultura, seus valores e o modo peculiar de vida de suas comunidades.

As preocupações com a preservação da natureza como fator predominante nas chances de sobrevivência das gerações futuras também é de grande influência na questão territorial dos indígenas, pois é comprovado que “suas culturas de interação com as reservas não é de natureza depredadora, ou seja, tira da terra e todos seus elementos aquilo que precisa deixando-a de tal modo intacta que as gerações futuras poderiam ali continuar, sem dificuldades, o seu sustento.”

É possível e claro perceber que a questão territorial dos indígenas vai muito além de um simples espaço de terra garantido a eles. Ela representa, para os índios, o suporte de todas as suas crenças e conhecimento, além de representar o lugar de suas interações sociais e contribuir para o seu desenvolvimento. Assegurar as terras indígenas garante o primeiro passo para a implementação de políticas assistencialistas que visem melhorar a saúde, educação e que acabem com a fome e miséria dos povos indígenas. Sem suas terras, como seria possível aplicar os objetivos do milênio para essa população? É por isso que a questão territorial é central e os senhores delegados devem ter isso em mente!

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Postado por Letícia Oliveira – diretora assistente

Projeto Vídeo nas Aldeias

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“Criado em 1986, Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo do projeto foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de um produção compartilhada com os povos indígenas com os quais o VNA trabalha.

O VNA surgiu dentro das atividades da ONG Centro de Trabalho Indigenista, como um experimento realizado por Vincent Carelli entre os índios Nambiquara. O ato de filmá-los e deixá-los assistir o material filmado, foi gerando uma mobilização coletiva. Diante do potencial que o instrumento apresentava, esta experiência foi sendo levada a outros grupos, e gerando uma série de vídeo sobre como cada povo incorporava o vídeo de uma maneira particular.

Em 1997, foi realizada a primeira oficina de formação na aldeia Xavante de Sangradouro. O VNA foi distribuindo equipamentos de exibição e câmeras de vídeo para estas comunidades, e foi criando uma rede de distribuição dos vídeos que iam produzindo. Foi se desenvolvendo e gerando novas experiências, como promover o encontro na vida real dos povos que tinham se conhecido através do vídeo, “ficcionar” seus mitos, etc.

O VNA foi se tornando cada vez mais um centro de produção de vídeos e uma escola de formação audiovisual para povos indígenas. Desde o “Programa de Índio” para televisão em 1995, até a atual Coleção Cineastas Indígenas, passando por todas as oficinas de filmagem e de edição do VNA, em parceria com ONGs e Associações Indígenas, o projeto coloca a produção audiovisual compartilhada ao centro das suas preocupações.

Em 2000, o Vídeo nas Aldeias se constituiu como uma ONG independente. A trajetória do Vídeo nas Aldeias permitiu criar um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e produzir uma coleção de mais de 70 filmes, a maioria deles premiados nacional e internacionalmente, transformando-se em uma referência nesta área.”

Fonte: http://www.videonasaldeias.org.br/2009/vna.php

Confira um dos vídeos produzidos clicando aqui.

Postado por Matheus Pimentel – diretor